
“Ela é o fim do caminho e a raiz do começo. Onde a vida curva a cabeça e a morte espera em silêncio, ali sussurra o nome de Baba Yaga.”
— Versos da Semente e da Lâmina, Prelúdio Antigo.
Baba Yaga é a deusa-matriz da Tríade do Crepúsculo, uma entidade primordial associada aos ciclos da vida, da morte e da renovação. Anciã dos bosques, senhora do lar sobre pernas de galinha e oráculo das encruzilhadas, ela é temida e reverenciada em igual medida. A Grande Bruxa Anciã não representa o bem nem o mal – ela representa o inevitável. Para os fiéis da Tríade, ela é o fio que entrelaça os destinos, a voz antiga que sussurra verdades cruas e a presença constante nos momentos de transição.
Conhecida por sua natureza ambígua, pode tanto oferecer abrigo e sabedoria quanto condenar com uma só palavra. Seus seguidores a chamam de Mãe do Crepúsculo, pois ela habita o espaço entre o que termina e o que começa.

Na arte e na literatura, Baba Yaga é frequentemente retratada como uma mulher idosa, encurvada, de olhos brilhantes e expressão misteriosa. É comum que possua contigo um de seus objetos sagrados – a vassoura, o caldeirão ou o pilão – ou que esteja acompanhada de sua cabana com pés de galinha.
Símbolos Sagrados
Objetos
Caldeirão, vassoura, pilão.
Cabana com pés de galinha.
Cores
Cinza, vermelho, branco, preto, verde.
Animais Sagrados
Corvos, lobos, serpentes, ursos, javalis.
Mães acompanhadas de seus filhotes.
É difícil determinar com exatidão os ideais de um ser que pode ser associado à própria natureza – em todos seus aspectos, Baba Yaga é o caos natural que rege todas as coisas, a vida e a morte, a perdição e a salvação.
Entretanto, como seus representantes, os Cavaleiros do Crepúsculo estabelecem como a Tríade age em seu nome.
Respeito ao ciclo natural: nada deve viver para sempre, mas tudo merece ter seu tempo.
Transformação como verdade: mudança é inevitável, e resisti-la é optar por sofrer.
Autossuficiência e astúcia: aqueles que sobrevivem são aqueles que pensam, aprendem e adaptam-se.
Justiça impiedosa e compassiva: a natureza pune, mas também acolhe; sua moralidade é a do mundo natural.
Segredos e sabedoria: o conhecimento tem preço – e é sagrado.
É impossível determinar com exatidão as origens de Baba Yaga – seria ela uma jovem bruxa que ascendeu à face da natureza encarnada, ou uma centelha de magia caótica que surgiu antes mesmo do tempo? Várias versões desta origem existem por toda Faernan, cada uma com sua centelha de verdade.
Diz-se que, antes do tempo, quando o mundo era apenas silêncio e escuridão, Baba Yaga despertou no útero da terra. Vagando pelo vazio, suas pegadas deram origem ao que seriam as grandes florestas, bosques e vales, esculpindo o caminho para rios e lagos, abençoando o mundo com o que conhecemos como natureza. O berço de todas as coisas vivas, que retornam à terra e a nutrem, dando vida ao vazio novamente – ela plantou os pilares do ciclo eterno, e onde suas mãos tocaram, surgiram as estações, o amor e o nascimento.
A Grande Mãe Anciã ensinou às criaturas do mundo os três caminhos: o da colheita, o do luto e o da espera. Cada ser, ao nascer, trilha todos os três ao longo da vida. Aqueles que negam o luto, não colhem, e os que se recusam a esperar, não renascem. Os seguidores da Tríade creem que a aceitação dos Três Caminhos é o coração da sabedoria.
Em tempos antigos, povos inteiros foram julgados pela Mãe do Crepúsculo. Tribos que abusavam da caça, queimavam a terra sem rituais ou negavam o luto aos mortos desapareceram muito rapidamente. Os contos chamam isso de "O Silêncio Verde" – um castigo onde a floresta cobre tudo e o nome daquilo que foi se apaga. Hoje, fiéis respeitam o solo, os ossos e os ciclos com temor, pois a justiça de Baba Yaga é lenta, mas eterna.